Encontros Empresarias CPLP, para mais negócios na Lusofonia

Encontros Empresarias CPLP, para mais negócios na Lusofonia

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Em entrevista exclusiva a CEO Lusófono, Fernando Lobato, consultor estratégico do presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), salienta a importância da primeira edição dos Encontros Empresariais, que se realizam e Lisboa, no dia 26 deste mês, “para ouvir o que os empresários querem e dar-lhes um espaço onde possam falar sobre os desafios e dificuldades que enfrentam, por exemplo, quanto tentam exportar, obter financiamento, ou criar parcerias noutros países lusófonos”.

Os Encontros Empresarias, de que Fernando Lobato é porta-voz, vêm reforçar a importância dada ao setor privado como um motor fundamental para uma maior integração económica das economias da CPLP, que se faz com mais negócios entre os países lusófonos, tal como preconizado na Cimeira de Díli.

Fernando Lobato, também  salienta que a estratégia a médio prazo (2015-2020) da CE-CPLP, aprovado no início desta semana em Cabo Verde, oferece um quadro decisivo para que a CE-CPLP cumpra a missão de promover e acompanhar a transformação do sector privado na CPLP “em torno de três pilares: melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimento; alargar o acesso às infraestruturas sociais e económicas; e promover o desenvolvimento das empresas”.

Esta estratégia, que começa a ser posta em prática, entre outras iniciativas, com os “Encontros Empresarias”, vai permitir à CE-CPLP “trabalhar em parceria com e as empresas, facilitar as exportações e a valorização dos produtos e serviços das empresas da CPLP”, que tem de ser visto como um espaço económico que vai muito para além dos mercados internos de cada país, salienta Fernando Lobato.

“A Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa está empenhada em criar condições para o desenvolvimento de negócios, não só nos 9 Estados-membros da CPLP, mas no quadro de todos os espaços económicos onde estão inseridos os países da comunidade lusófona”, explica o responsável.

“A CPLP, integrando os espaços económicos em que cada país se integra, representa um mercado de mais de 2 milhões de habitantes, espalhados em quatro continentes, sem esquecer os empresários lusófonos na diáspora, espalhados pelo mundo”, lembra o consultor estratégico do presidente da CE-CPLP

Mas para melhor aproveitar o potencial económico de cada país, é fundamental desenvolver harmoniosamente os países-membros, ainda em diferentes estados de desenvolvimento. “Para reduzir essas assimetrias entre as economias destes países, estamos a pensar, por exemplo, na criação de um fundo de coesão que nos permita ter mais solidariedade na comunidade, harmonizar as várias economias e, assim, tirar melhor proveito da integração em economias regionais por parte dos países membros”. E, salienta Fernando Lobato, “Este não é um fundo apenas financeiro, mas que compreenda também parcerias e troca de serviços entre os países” e que “trabalhe em parceria com bancos de desenvolvimento mundiais e regionais”.

A ideia é que “os países mais avançados ajudem aqueles que estão ainda atrás no processo de desenvolvimento”, para mais tarde, numa segunda fase, “haver mesmo um fundo de financiamento para questões estratégicas, que torne mais fácil o acesso ao financiamento, através da criação de um banco de investimentos, à semelhança do lançado pelos BRIC”.

Outra medida, para aumentar a integração entre as economias da CPLP é a criação de uma certificação, “para conferir valor acrescentado aos produtos bandeira dos países da CPLP, como o pescado, o café, o azeite e cortiça, o marisco ou o cacau, produtos que podiam ser certificados pela CPLP”, explica Fernando Lobato.

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