Francisco Almeida Leite, presidente da Comissão Instaladora e Administrador Executivo da SOFID (ao centro), Esmeraldo de Azevedo, responsável pelo Centro de Estudos Europeus e Relações Internacionais da Universidade Lusófona (á esquerda) e Bernardo Theotónio Pereira, Administrador Executivo do Grupo Domínio de Capital, estiveram na assinatura da escritura pública de constituição da UBSIF-CPLP

Francisco Almeida Leite, presidente da Comissão Instaladora e Administrador Executivo da SOFID (ao centro), Esmeraldo de Azevedo, responsável pelo Centro de Estudos Europeus e Relações Internacionais da Universidade Lusófona (á esquerda) e Bernardo Theotónio Pereira, Administrador Executivo do Grupo Domínio de Capital, estiveram na assinatura da escritura pública de constituição da UBSIF-CPLP

Criação da UBSIF-CPLP é passo decisivo para a cooperação financeira lusófona

Artiggo Gratis CEO Lusofono

 A criação de um banco ou agência multilateral de investimento, uma das medidas preconizadas pela UBSIF-CPLP, foi um dos assuntos abordados no encontro de Ministros da CPLP , na passada semana, em Díli.

Está constituída oficialmente a União de Bancos, Seguradoras e Instituições Financeiras da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (UBSIF-CPLP), a primeira iniciativa do género a ter o acordo de todos os países lusófonos e um passo decisivo para a cooperação financeira e ambicionada promoção de instituições multilaterais de desenvolvimento da CPLP.

Associação de direito privado sem fins lucrativos, a UBSIF-CPLP visa desenvolver os laços institucionais e comerciais entre os Bancos, Seguradoras e Instituições Financeiras da CPLP, como forma de potenciar o desenvolvimento económico dos respetivos países, partilhando melhores práticas e fomentando análises e reflexões estratégicas do sector financeiro, vitais para o crescimento harmonioso das economias dos diversos Estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

Esta iniciativa surge na sequência da realização do 1º Encontro de Bancos, Seguradoras e Instituições Financeiras dos Países da CE-CPLP – “Declaração de Lisboa”, que teve lugar em Lisboa, no dia 2 de junho de 2014. A constituição da União mereceu aprovação prévia por parte do Comité de Concertação Permanente da CPLP, onde têm assento os embaixadores de todos os Estados-membros, com a coordenação do Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o Embaixador Isaac Murade Murargy.

Os estatutos da UBSIF-CPLP têm como objeto social “promover e dinamizar as relações entre as instituições suas associadas, constituindo-se como foro multilateral privilegiado para o estabelecimento de relações de cooperação no domínio da banca, seguradoras e instituições financeiras”, podendo nesse âmbito “representar e defender os interesses dos associados no quadro da CPLP”. Subjacente à criação desta associação está também o “apoio aos Países membros da CPLP na promoção de instituições multilaterais de desenvolvimento da CPLP.”

Em breve  será apresentada uma proposta com o plano plurianual de atividades a todos os associados da UBSIF-CPLP, detalhando o conteúdo e calendário das mesmas.

Murade Murargy: “CPLP deve criar banco de investimento para apoiar setor empresarial”

O Secretário Executivo da CPLP defende a criação de um banco ou agência multilateral de investimento para dar maior apoio às empresas dos Estados-membros, consolidando assim o papel de “intervenção económica” da organização.

Murade Murargy, lembrou em Díli, onde decorreu, na semana passada, a XX reunião do Conselho de Ministros da CPLP, que “a CPLP deve ser não um bloco económico mas um bloco com intervenção económica. É um bloco essencialmente político e diplomático mas com intervenção económica”.

Assim, “o papel da CPLP, do secretariado, dos Estados-membros, é apoiar o empresariado, criar condições, criar um ambiente de negócios propício para que eles livremente possam atuar, fomentando e promovendo os investimentos”,

Como exemplo das medidas que podem ser postas em prática, e já apresentada a Timor-Leste, Murargy referiu a “criação de um banco de investimento, uma agência multilateral de investimentos, que possa permitir um apoio as empresas”.

“Criar uma instituição dessa natureza ao nível da CPLP em que todos os Estados-membros, os países, os bancos, sejam acionistas desse banco, e onde podem entrar o Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) ou outros. Algo que permita colaborar com as empresas que queiram intervir nas nossas áreas”, destacou.


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