Carlos Carreiras: De Cascais, com vista para o mar lusófono

Carlos Carreiras: De Cascais, com vista para o mar lusófono

Artiggo Gratis CEO Lusofono

Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais, é um “otimista militante e crente no potencial de Portugal” e também no potencial imenso que dois grandes patrimónios, o Mar e a Língua, oferecem aos países da CPLP, que os partilham

“Do ponto de vista conceptual, nós acreditamos que temos todos, no âmbito da CPLP, dois grandes patrimónios, o Mar e a Língua, e Cascais quer estar no centro de tudo aquilo ue for feito no sentido de potenciar estes dois grandes patrimónios, porque a concretização deste
desígnio assenta num modelo de desenvolvimento em que também estamos a apostar localmente”, explica Carlos Carreiras.

perfilcarreiras2“Temos aplicado em Cascais linhas de desenvolvimento assentes em tudo o que possa reforçar o respeito pela nossa identidade, fundada em valores culturais que temos e que nos foram dados pela História, pela Geografia e pelas pessoas. Portanto, nesse sentido, tudo o que seja acolher grandes iniciativas que contribuem para este reforço, a exemplo das Conferências do Estoril que organizamos, nós estaremos sempre disponíveis”.

O município liderado por Carlos Carreiras aceitou, assim, com naturalidade ser palco – e deste modo estar no centro – da “I Conferência Energia para o Desenvolvimento da CPLP”, evento focado num setor em que “nós, os que partilhamos os patrimónios do Mar e da Língua, somos uma das grandes potências mundiais, se assim nos quisermos afirmar em conjunto”.

Contributo local para o mundo global lusófono

perfilcarreiras6“Sabemos que cada vez mais há um conjunto de desafios que se relacionam com a energia, nomeadamente quando estamos a falar de consumo das cidades. E, nesse aspeto, há que ter em conta uma nova tendência que marcará o futuro, as smart cities”, salienta Carlos Carreiras.

“De uma forma geral, há países da CPLP que têm já alguma investigação e desenvolvimento numa fase muito interessante e que poderão partilhar esse conhecimento com os restantes, pois, quando falamos de energia, temos de ter uma perspetiva social, ou seja, ver modos de partilharmos, de uma forma alargada, as vantagens que temos com as várias comunidades dos países da CPLP, numa lógica desenvolvimento sustentável. É nesta complementariedade que gostaríamos de, a nível local, darmos o nosso contributo para o mundo global da CPLP”.

“Ao nível do empreendedorismo, por exemplo, estamos já a partilhar com outros municípios da CPLP a nossa experiência. Ainda há pouco tempo recebi aqui uma delegação da Cidade da Praia, de Cabo Verde, onde estão a replicar um conceito que temos, a DNA Cascais. E estamos abertos a partilhar as nossas boas experiências e aproveitarmos as boas experiências dos outros.

perfilcarreiras5No seio da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), de que Cascais tem atualmente “o privilégio de ocupar a vice-presidência”, o município partilha com congéneres lusófonos as experiências que desenvolve em diversos domínios, obtendo ensinamentos junto de outros municípios.

“Nós aqui acreditamos na frase, problemas globais com respostas locais. Muitas das vezes é a nível local que se consegue estabelecer, de uma forma mais rápida e assente num maior nível de confiança, um conjunto de relações que possibilitam o desenvolvimento sustentável. Daí nós apostarmos não na globalização, mas na glocalização.

Cascais e os vários municípios dos países da CPLP podem ser mais facilmente uma plataforma aceleradora da conjugação de esforços, vontades, identidades, competências e sensibilidades, do que quando levamos esta vontade para um nível mais global, de ligação entre países e blocos regionais”.

O autarca acredita que há uma maior facilidade de iniciar localmente os esforços de concretização do potencial lusófono, por via de uma cooperação a que Carlos Carreiras, pela experiência de vida pessoal e familiar, é particularmente sensível.

“Tive o privilégio de durante oito anos ter uma intensa atividade empresarial com África, em particular com a de língua portuguesa, e aprendi muito com a cultura desses países que conheci bem, entre finais da década de 80 e meados da década de 90. Depois, tive uma experiência  na América do Sul também de oito, nove anos, e, portanto, tenho alguma sensibilidade para perceber o potencial, o verdadeiro poço de petróleo que temos à nossa disposição se soubermos trabalhar em conjunto, abandonando complexos que são do passado, que são hoje completamente retrógados. Quantos mais cruzamentos fizer mos no sentido de aproveitarmos os vários recursos e capacitações que cada povo lusófono tem, de facto seremos uma super potência”.

perfilcarreiras3Cascais e o Mar no percurso de vida

Carlos Carreiras tem, pelo percurso de vida pessoal e profissional, uma forte ligação com o mar. O mar que vê todos os dias a partir da sua cidade de Cascais e que cruzou na experiência global como gestor.

Nasceu em Lisboa, mas cedo se mudou para o município que hoje lidera, passan do toda a sua infância e adolescência na freguesia de São Domingos de Rana.

Li cenciou-se em Contabilidade e Administração pelo ISCAL, em 1988, e abraçou uma carreira no mundo das empresas, com funções de direção e administração em diversos grupos privados, operadores nos setores da hotelaria e turismo, imobiliário, distribuição de combustíveis e produtos de grande consumo.

Uma experiência que o levou a vários países da Europa, América do Sul e África até 2005, quando sentiu o apelo da política autárquica e entrou, como vice-presidente, no executivo camarário de António Capucho, a quem viria a suceder como Presidente da Câmara Mu ni cipal de Cascais, em 2011, tendo sido reeleito em 2013.

Militante do Partido Social Democrata, de que é atual vice-presidente e em que foi fundador da JSD, Carlos Carreiras liderou, entre 2007 e 2011, a Comissão Política Distrital de Lisboa deste partido português e foi ainda presidente do Conselho de Administração do Instituto Francisco Sá Carneiro.

Hoje, além da presidência da Câmara e da vice-presidência do partido, é também responsável máximo pelo Conselho Geral da Associação Nacional de Municípios Portugueses.

 Aposta no empreendedorismo e promoção do talento

Carlos Carreiras é um defensor das políticas públicas vocacionadas para o empreendedorismo e para a promoção do talento, e isso mesmo tem aplicado na gestão municipal.

“Nós posicionamo-nos enquanto autarquia em dois eixos. Um é sermos um indutor, ou seja, nós criar mos as condições para que cada vez mais os nossos empreendedores encontrem outras oportunidades de desenvolvimento empresarial. O outro é sermos facilitadores, criando um quadro de investimento que mitiga o risco e acelera os prazos de execução, dois fatores a que quem está no mundo empresarial dá particular importância”.

“Quando situamos Portugal no seio da UE, nós aí somos claramente uma porta para esse grande mercado europeu. E se Cascais poder ser, nesse contexto, uma plataforma facilitadora, melhor ainda. É nisso que temos estado a apostar”.

“Melhor local do mundo para viver um dia, uma semana ou a vida inteira”

Cascais, nota Carlos Carreira, sempre foi um município que se habituou e gosta de receber povos de várias regiões do Mundo, de várias culturas, de várias religiões, mais ainda quando esses povos têm algo em comum, por via da língua e do mar.

perfilcarreiras4“Temos tradição e história nesse sentido e temos condições únicas de poder acolher outros povos que encontrem aqui aquilo que pretendemos ser: o melhor local do mundo para se viver um dia, uma semana ou a vida inteira”.

“Neste sentido, tanto é importante termos o nosso turismo convencional, com a nossa hotelaria, restauração, história e cultura, como termos também turismo residencial, em que há um conjunto de cidadãos de outros países que escolhem Cascais para passar uma parte da sua vida ou passar partes da sua vida em Cascais. E se, atrás disto, podermos captar, fixar e desenvolver conhecimento, competências e criatividade, então melhor, estamos ainda mais a cumprir os nossos desígnios”.

 

 

 

 

 

 

 


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