Lusocash, o compromisso de Luis Lopes com a Ilha do Príncipe

Lusocash, o compromisso de Luis Lopes com a Ilha do Príncipe

Artigo-Gratis-CEO-Lusofono

A iniciativa de lançar a cadeia de retalho Lusocash surgiu há 4 anos, numa visita de Luis Lopes, então com 33 anos, à Ilha do Príncipe, onde nasceu. A ideia era deixar o negócio a funcionar e voltar para Portugal, mas decidiu assumir totalmente o compromisso  com a ilha.

“Eu trabalhava em Portugal, onde, cresci, estudei e fiz a minha vida, mas vim para cá de férias e vi um espaço livre, que me pareceu ideal para cá lançar um negócio de retalho. A ideia era continuar a viver em Portugal, mas ter aqui um supermercado  a funcionar”.

Voltou a Portugal e começou a fazer esporadicamente algumas compras de equipamentos e produtos que foi armazenando na garagem.

“Fui acumulando mercadoria até me aperceber que tinha já quantidades suficientes para dois ou três contentores, numa altura em que me estava já a preparar para novas férias na ilha”. Assim,  colocou tudo em contentores, encomendou todo o material necessário em Portugal, incluindo portas e janelas, e voltou à ilha, onde, à medida que concluía as obras, foi desalfandegando todo o material e mercadorias no porto.

Com ele trouxe uma pessoa que começou a tratar dos recursos humanos, a dar formação, porque ninguém na ilha tinha experiência na área do retalho.

“Em pouco tempo fizemos a inauguração do espaço, sempre com a ideia de deixar o negócio a funcionar e voltar para Portugal. E assim fiz… No entanto, passado um tempo, senti que não fazia sentido continuar a gerir o negócio a partir de Portugal e que queria assumir totalmente o compromisso para com a ilha, para poder dar um contributo ainda maior, apostando exclusivamente neste negócio”.

A cada dia vai tendo novas ideias e criando novas parcerias, consolidando a marca, que é já uma referência, com dois espaços comercias, numa aposta focada na Ilha, apesar de ter sido já por várias vezes desafiado para replicar o negócio em São Tomé.

“Esta a ilha precisa de oportunidades de desenvolvimento, até para mim, que hoje estou cá a viver, e estou satisfeito  com os projetos que têm estado a ser desenvolvidos e que são uma mais-valia para a comunidade e para todos os empresários”, diz.

Grande aposta na qualidade dos produtos

Os produtos à venda na Lusocash, à parte alguns produtos locais, vêm exclusivamente de Portugal, porque são os que oferecem a Luis Lopes mais garantias. Não só porque já os conhece, mas porque os clientes, embora ainda haja um baixo poder de compra, começaram a exigir mais qualidade.

No que toca à produção local, a Ilha do Príncipe, apesar de todo o potencial, está ainda em estado virgem. Agricultura, pesca, são áreas que têm de ser desenvolvidas para que nas prateleiras do supermercado possa também aumentar a presença de produtos locais.

“É preciso investimento na agricultura, temos atualmente de trazer produtos hortícolas de São Tomé, que ficam muito mais caros do que se fossem cá produzidos, e não faz qualquer sentido que assim seja. A Ilha precisa desse investimento”.

“E esta é uma terra abençoada, porque é extremamente fértil” – diz-se aliás que se deixarmos cair uma bengala, nasce uma árvore. “Precisamos de investidores que venham de fora e que, num trabalho de muita proximidade com os empresários locais, ajudem a criar uma nova dinâmica”

Nova dinâmica da Ilha

O negócio do retalho, alargado também à venda grossista, permite a Luis Lopes ter uma visão privilegiada sobre a evolução da ilha nos últimos anos, em particular face ao fortíssima aposta feita pelo maior investidor privado do país, a HBD, que, com um enorme projeto de desenvolvimento sustentável não só do turismo como de toda a economia da Ilha, tem estado a revolucionar o Príncipe.

“Antes da HBD ter entrado havia um fraco poder de compra, hoje o poder de compra é muito mais elevado, há diversidade de negócios atraídos pela chegada de mais pessoas à Ilha graças a esse investimento, em diversas áreas. E essa é uma grande mais-valia para nós”.

Da parte dos empresários locais há muita vontade de participar nesta nova dinâmica da Ilha e no esforço conjunto de várias empresa do país no impulsionar do tecido económico. Sinal disso mesmo, mais de 10% dos membros da Associação Empresarial de São Tomé e Príncipe são da Ilha do Príncipe, um número extraordinário, quando se olha para as ainda profundas diferenças de desenvolvimento económico das duas ilhas deste arquipélago lusófono.

“Estou satisfeitíssimo com esta iniciativa de nos juntarmos todos nesse esforço de promover as empresas e os negócios do país. É uma associação que está ainda na sua infância, mas começou já a dar passos fantásticos”.

Luis Lopes vê a AESTP como uma oportunidade também para chegar a mais fornecedores e lança o desafio aos fabricantes, representantes, as marcas portuguesas (mantendo a sua aposta na relação com Portugal) a descobrir o potencial da Ilha do Príncipe e a criar parcerias com a Lusocash, que os pode ajudar a colocar os seus produtos neste mercado e a contribuir para a diversificação da oferta, bem como para o reforço da imagem de qualidade dos produtos portugueses.

 


entrada_sitePRb