David Santos: “Mota Engil tem ajudado a construir o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe”

David Santos: “Mota Engil tem ajudado a construir o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe”

Artigo-Gratis-CEO-Lusofono

A aposta da Mota Engil em São Tomé e Príncipe teve início em 2004, com a constituição da empresa local, tendo, em 2005, começado a desenvolver a atividade na área da construção civil e obras públicas

David Santos lidera, desde o início, a atividade da Mota Engil em São Tomé e Príncipe. Uma aposta, já com 10 anos, na construção do desenvolvimento do país, e que representou para o grupo português a concretização do objetivo estratégico de estar presente em todos os PALOP.

Licenciado em Engenharia Civil pela Universidade do Porto, David Santos iniciou o percurso profissional, em 1996, num gabinete de projetos. “Em 1999, passei a trabalhar numa empresa de construção portuguesa com atividade em São Tomé e Príncipe e convidaram-me para vir para cá, tendo, depois, em 2005, sido desafiado pela Mota Engil a lançar a atividade do grupo no país”, explica, em entrevista exclusiva a CEO Lusófono.

Os já 14 anos de experiência em São Tomé e Príncipe, num setor decisivo para o desenvolvimento do país, dão-lhe uma visão privilegiada sobre a evolução que o arquipélago lusófono tem registado, com a Mota Engil a ter um papel ativo nessa dinâmica.

“Nós acreditamos que temos dado um contributo para o desenvolvimento do país. Pegando nas competências adquiridas nos outros mercados em que já estávamos instalados,  a nível da engenharia e da construção, temos participado em vários projetos estruturantes e estamos convencidos que, daqui para o futuro, com o desenvolvimento que entendemos que tem de existir, poderemos dar ainda mais contributos”.

Entre os vários projetos em que a Mota Engil já participou, David Santos destaca a recente colocação de uma nova pista no aeroporto a Ilha do Príncipe e modernização da gare, “uma obra muito importante para o arquipélago”.  Além disso, a empresa teve papel ativo na instalação do cabo submarino da Companhia Santomense de Telecomunicações, que se traduziu numa revolução digital do país.

Parceria estratégica na Ilha do Príncipe

“Na Ilha do Príncipe, além das obras no aeroporto, fizemos também já a reabilitação de uma estrada, e temos a cargo a construção do Eco Resort Praia Sundy, unidade turística de luxo da HBD, que está a ser feita de raiz. A HBD é para nós um cliente privilegiado e contamos continuar a desenvolver projetos no Príncipe e participar também no esforço que o Governo Regional pretende fazer. Há um conjunto de reabilitações que são necessárias, nomeadamente ao nível de estradas e portos, para que a ilha possa sair do isolamento e para que no futuro, quer para nós, quer para outras empresas, não existam as mesmas dificuldades que sentimos até aqui em termos de logística”.

“Nos trabalhos que já realizámos, superámos o grande desafio de levar para a ilha toda a maquinaria, todo o material necessário, e de criar todas as infraestruturas de apoio aos nossos projetos, seguindo a matriz da atuação do Grupo Mota Engil que se pauta pela superação de todos os obstáculos que possam existir na concretização dos projetos”.

Aposta nas comunidades locais

À semelhança do que sucede em todos os outros mercados africanos, o modelo de gestão da empresa em São Tomé e Príncipe é definido pela Mota Engil África, com base nas orientações estratégicas da Comissão Executiva. Entre os principais objetivos definidos estão a criação de maior valor para o acionista e uma preocupação permanente, em todos os mercados onde que atua, de envolvimento com as comunidades, em particular, através da aposta na contratação de pessoal local.

“Neste momento, em São Tomé e Príncipe, temos mais de 90% de mão-de-obra local, num universo de 170 trabalhadores. E, sempre que possível, recorremos à subcontratação de pequenas empresas santomenses ou, por exemplo, ao aluguer de equipamento no arquipélago. Procuramos aproveitar o que de melhor tem o país, à semelhança do que sucede nos restantes mercados de África em que a Mota Engil está presente”.

A qualificação dos recursos humanos é outra aposta da empresa, “captando o que de melhor têm os trabalhadores santomenses e melhorando as suas competências, através da experiência dos trabalhadores que vêm de fora. E essa transferência de conhecimento permite que, em diferentes áreas, contemos exclusivamente com trabalhadores locais”.

“Há uma nova dinâmica de atração de investimento”

David Santos nota a existência de muitas melhorias nas condições de atração de novos investidores para o país: “O Estado tem vindo paulatinamente a gerar condições para atrair mais investimento e, como é evidente, para nós que já estamos cá instalados essa é uma mais-valia. Além disso, a criação da Associação Empresarial de São Tomé e Príncipe [AESTP] veio dar um grande impulso a essa dinâmica”.

Por outro lado, sublinha o facto de de uma das grandes apostas para o futuro de São Tomé e Príncipe ser também partilhada pela empresa:”Temos de aproveitar o potencial que o país tem para ser uma plataforma de serviços para a região do Golfo da Guiné”.

Atualmente, a Mota Engil está presente em dois países da região do Golfo da Guiné, São Tomé e Príncipe e Gana, mas está atenta aos países vizinhos e às oportunidades que possam surgir de execução de projetos que contribuam para o crescimento da aposta do grupo em África.

Língua portuguesa é ativo estratégico

A língua portuguesa tem sido um ativo estratégico do grupo na sua atuação em África e facilita as sinergias com outras empresas lusófonas. A reabilitação, por exemplo, da gare do Aeroporto Internacional de São Tomé e Príncipe foi feita com o apoio financeiro da Sonangol,

“Tentamos sempre que possível,não havendo localmente capacidade de resposta, privilegiar as parcerias com os países lusófonos, e isso reflete-se também na articulação entre as várias empresas do grupo. Por exemplo, alguns equipamentos que estamos a usar no país vieram da Mota Engil em Cabo Verde”.

 


entrada_sitePRb