HBD STP: Investimento no paraíso natural da Ilha do Príncipe

HBD STP: Investimento no paraíso natural da Ilha do Príncipe

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Viagem à Ilha do Príncipe, onde o grupo HBD STP, de que Nuno Madeira Rodrigues é administrador, cumpre a visão do fundador, o empresário sul-africano Mark Shuttleworth , e mostra ser possível criar riqueza económica e bem estar social sem comprometer o meio-ambiente – pelo contrário, valorizando-o e dando ao mundo um exemplo de proteção da natureza e desenvolvimento sustentável.

Nuno Madeira Rodrigues, em conversa exclusiva com CEO Lusófono, leva-nos a uma viagem pelo projeto que está a transformar a Ilha do Príncipe, sem que se perca, para quem a visita, a mesma sensação que tiveram os navegadores portugueses, a de descoberta de um paraíso natural ímpar.

“Mark Shuttleworth enriqueceu novo, na área das tecnologias, depois de vender a startup que tinha criado e ficou na expectativa em relação ao que iria fazer no futuro. Depois, quando foi ao Espaço, tornando-se o primeiro africano a fazê-lo, essa experiência deu-lhe duas percepções muito interessantes: a primeira, que do Espaço nota-se o quão conectados nós todos estamos, quão pequeno é o mundo; e, a segunda, de que existe um impacto demasiado grande da intervenção humana na Terra. E esta última percepção criou-lhe o desejo de contribuir para que esse impacto seja mais sustentável, mais saudável”, conta o administrador da HBD STP.

A crença de  Mark Shuttleworth é de que é possível, de uma forma sustentável, criar riqueza económica sem destruir o meio-ambiente e sem impactar de forma visível o planeta. Então, no meio de uma série de périplos, chega a São Tomé e Príncipe – , nomeadamente, ao Príncipe – e encontra um sítio completamente paradisíaco, completamente jurássico, que, contrariamente a outras ilhas e outros territórios estéreis, tem pessoas, tem uma cultura, tem uma história, além da biodiversidade fantástica. “Penso, a título pessoal, que em primeiro lugar o que vê é um excelente posto de operações pessoal. É uma pessoa recatada, que gosta da sua tranquilidade, que reparte o seu tempo em viagens internacionais, mas tem duas bases de operações muito fortes, no Reino Unido, onde vive, e na África do Sul, de onde é originário”, diz Nuno Madeira Rodrigues. E São Tomé e Príncipe fica a meio caminho entre as duas, sendo uma boa plataforma logística para todas as viagens.

Assim,  o fundador da HBD começa por querer arranjar um sítio onde viver, centrando as atenções  no Ilhéu Bom Bom. Mas, conhecendo melhor a ilha, percebe que as potencialidades turísticas do território são impares.

“É um território  ao nível dos melhores destinos turísticos mundiais, com muito maior proximidade dos mercados abastecedores tradicionais, com dinheiro, localizado numa região do Golfo da Guiné que tem uma carga de expatriados com capacidade financeira muito grande. Assim, a ideia original de instalar-se em São Tomé para viver ganha outra dimensão com a aposta de criar toda uma estrutura hoteleira que siga todos os melhores padrões internacionais”.

Sem impacto visível nem do céu, nem do mar

Ilhéu Bom Bom, onde a HBD iniciou a aposta na Ilha do Príncipe

Ilhéu Bom Bom, onde a HBD tem o seu primeiro resort na Ilha do Príncipe

 

Iniciam-se as conversações  com o Governo Regional e, ao saber-se que há um milionário potencialmente interessado em investir no território, começam surgir propostas de venda de mais propriedades e cresce o projeto da HBD. Além do Ilhéu Bom Bom, a empresa passa a deter os concessionários da Praia Macaco, da Praia Boi, da Roça Paciência e da Roça Sundy, áreas com um potencial muito grande,  e que levam a que a vontade de desenvolver uma unidade turística passe a abranger todo um conjunto de unidades turísticas e também agrícolas, para que haja um projeto integrado de turismo sustentável  e agricultura biológica, mas com uma grande densidade florestal, para que a a intervenção na ilha, num requisito expresso por  Mark Shuttleworth,  não possa ser visível nem do céu, nem do mar. Outro objetivo fundamental é de que haja um forte projeto social e de desenvolvimento associado,com impacto direto na comunidade da ilha.

Passados 4 anos, o Bom Bom é um hotel totalmente remodelado,  e começou já a construção da primeira unidade feita de raiz na Praia Sundy. Há ainda um projeto na praia Macaco, que, tal como na Roça Paciência terá um número de unidades de alojamento muito abaixo do que é habitual, para reduzir ao máximo o impacto nesses locais. Já na Praia Boi será desenvolvido o conceito de empreendimento turístico em função dos conceitos na Praia Macaco e Sundy, tendo em conta o que possa ter maior atratividade internacional.

“Uma das pedras-chave do projeto da HBD é irmos passo-a-passo. Estamos a trabalhar num território onde nunca houve um investimento desta natureza, onde o todo o impacto tem de ser medido a cada dia. A ideia é ter turismo de excelência, turismo responsável, que obviamente é caro, mas  as pessoas estão dispostas a pagar porque comungam dos valores deste projeto. É este turismo que cria uma mais-valia suficiente num espaço tão pequeno, para que depois se possa então refletir essa mais-valia mas comunidades”, salienta Nuno Madeira Rodrigues.

“Se entramos na massificação a rentabilidade é muito inferior, não deixando mais-valias suficientes para depois podermos promover a melhoria das condições de vida das populações. E, além disso, a Ilha não está preparada para uma massificação. É uma ilha pequena, com pouco mais de 7 mil habitantes, que ainda carece de muito desenvolvimento ao nível de infraestruturas e serviços. Se começamos a trazer centenas de pessoas diariamente isso cria problemas que o território não tem capacidade para gerir”, alerta.

“Não existem modelos a seguir para o que estamos a desenvolver”

O trabalho que está a ser desenvolvido pela HBD é um tremendo desafio, porque a disparidade de áreas de atuação é enorme.

“Por um lado temos o nosso projeto turístico, por outro o nosso projeto agrícola, que tem uma série de componentes que nós entendemos que também devem ser inovadoras. E falando dos dois grandes projetos da HBD vamos acabar por perceber porque é que temos de acabar por atuar em tudo o resto”, nota o administrador da empresa.

“A agricultura não pode ser a tradicional.  São Tomé e Príncipe é um país pequeno, por isso não vale a pena pensar em grandes quantidades e a qualidade não se obtém de um dia para o outro, demora, por norma, décadas a conseguir. Mas há formas inovadoras que podem contribuir para viabilizar a agricultura no país. E, apostando na agricultura biológica, entendemos que o fundamental é o processo transformativo, ou seja, a originalidade do produto que conseguimos, partindo dos recursos naturais que temos e, especialmente, partindo da limitação de serem só produtos capazes de se desenvolverem debaixo da floresta e não a céu aberto. E isso limita-nos ao café, ao cacau, à baunilha, à pimenta e poucas mais culturas”.

O truque, explica Nuno Madeira Rodrigues, “não está em produzir estes produtos, está em investigá-los, se necessário, como estamos a fazer, ao nível molecular e perceber o que é que é possível fazer ao nível de transformação  para obter algo que seja original a nível mundial, criando a mais-valia necessária para vender esse produto extraordinariamente caro”.

“Se vamos produzir cacau e transformá-lo em chocolate não estamos a fazer diferente do que era feito há cem anos atrás. No entanto, se conseguirmos fazer algo que seja diferente, inovador, que seja motivo de orgulho para o território, por ser único no mundo, isto vai motivar muito mais as populações, por sentirem que fazem parte de uma nova era e não estão apenas a replicar ciclos anteriores”.

Essa aposta está já bem desenvolvida, com a criação de um laboratório na Roça Paciência, onde uma técnica completamente dedicada à pesquisa e desenvolvimento e um chef de cozinha estão envolvidos num primeiro produto que está a ser criado, com vista a poder ser utilizado na cozinha internacional, através de promoção feita junto de outros chefs, para que possa vir a ser vendido como um produto de excelência e depois ter esse modelo replicado para outros produtos.

Projeto de intervenção global

Nuno Madeira Rodrigues, CEO da HBD STP, e Jorge Frazão, Administrador-Delegado da Companhia Santomense de Telecomunicações (CST), na inauguração do link que  permitiu aumentar em 10 vezes a capacidade de acesso à Internet.

Nuno Madeira Rodrigues, administrador da HBD STP, e Jorge Frazão, Administrador-Delegado da Companhia Santomense de Telecomunicações (CST), na inauguração do link que permitiu aumentar em 10 vezes a capacidade de acesso à Internet.

Juntando o abrangente projeto turístico, com o projeto agrícola, como ter sucesso num território que sofre de dupla-insularidade, sem as infraestruturas e serviços necessários ao desenvolvimento e onde a população carece de formação profissional?

“Obviamente temos de intervir”, responde o responsável da HBD. “Por um lado, começámos pelas infraestruturas, pois não há sucesso se não houver acesso, e, por exemplo, o aeroporto precisava de ser reabilitado.  Daí o investimento forte que fizemos na requalificação da pista, que não é pensada para permitir a aterragem de aviões de grande porte mas permite aviões, que ao invés de 18 lugares têm 60 e já permitem um maior acesso á ilha, aproximando São Tomé e o Príncipe e potenciando os nossos projetos turísticos”.

“É preciso trabalhar também nas infraestruturas portuárias. Há um grande projeto da União Europeia, em parceria com o Governo Regional, mas ter um bom porto não significa ter barcos. Por isso, a HBD teve também  de trabalhar na criação de rota e financiámos a aquisição de um barco de um armador local para reforço da ligação entre as duas ilhas e da ligação direta ao continente, pois de nada serve produzir para exportar se depois não houver condições para o fazer”.

“A somar a isto há ainda a questão da acessibilidade rodoviária entre todos os pontos onde trabalhamos e isso tem implicado a reabilitação das estradas, na sua grande maioria completamente destruídas. E mesmo que seja algo motivado pelas nossas necessidades a verdade é que serve as necessidades da população, logo esta nossa atuação acaba por ter uma componente de intervenção social muito forte, sendo um bom exemplo o investimento que fizemos nas telecomunicações.”.

Um território com 7 mil habitante tinha 30MB  de capacidade total de acesso à internet,  menos do que a maior parte das casas em Portugal. E a HBD e o território precisavam de comunicações rápidas e eficazes. Hoje, graças ao investimento feito pela empresa foi aumentada em dez vezes essa capacidade, com a HBD a passar a ter um acesso dedicado, que permite video-conferências e formação à distância, e o território a beneficiar também de um aumento exponencial de capacidade de acesso ao mundo, por via das comunicações.

Outra área de atuação do grupo passa pela requalificação florestal de um território que cresce de forma selvagem, para que as florestas respeitem a matriz tradicional do território e sejam sustentáveis na utilização dos próprios recursos.

Aposta na formação, em colaboradores e parceiros locais

A HBD desde cedo iniciou uma forte aposta na qualificação das populações da ilha, tendo uma equipa de professores nas escolas e com os próprios técnicos da empresa a participarem nas aulas para partilharem, conhecimentos de biologia, antropologia e outras ciências sociais. Uma iniciativa que se estende também à população adulta, nomeadamente ao nível do ensino do inglês, para ajudar os habitantes a conseguirem comunicar com os turistas, num esforço complementado com várias formações profissionais, para dotar a população de uma maior capacidade de participarem no esforço de desenvolvimento do território e poderem, por elas, dar resposta às necessidades que vão surgir com este desenvolvimento.

“Sempre que trazemos alguém de fora vem não só para trabalhar, mas também para formar, de modo a podermos depois recorrer a mão-de-obra local e reduzirmos ao máximo o número de expatriados. E, hoje, num universo de cerca de 500 pessoas, 93% dos nossos colaboradores são são-tomenses”, revela Nuno Madeira Rodrigues.

“Mesmo ao nível das empresas com que trabalhamos, damos sempre primazia a parceiros locais. Nós diretamente impactamos um terço das pessoas da Ilha do Príncipe. Eu lembro-me que quando visitei, em 2011, pela primeira vez o território praticamente não havia unidades de alojamento, não havia praticamente serviços de construção civil, não existia uma série de serviços que hoje existem e que se têm desenvolvido com a entrada da HBD. Ou seja, surgiu todo um novo tecido empresarial e, ao mesmo tempo, a entrada da HBD e a dinâmica criada despertou o interesse de outros investidores, reforçando a capacidade e alargando o leque de clientes das empresas do território entretanto criadas. E isto tem um impacto tremendo no país”.

“Por outro lado, este nosso investimento, por muitos dos serviços que precisamos não existirem ainda em São Tomé e Príncipe,  levou à internacionalização de muitas empresas, nomeadamente de empresas portuguesas. E, ao mesmo tempo, contribuímos para o reforço do negócio das empresas locais de grandes grupos internacionais que estavam já cá instaladas”.

“Sendo a HBD responsável pelo maior investimento privado no país, era inevitável que todo este impacto e dinâmica viesse a acontecer”, nota Nuno Madeira Rodrigues, que assumiu também o compromisso no com o desenvolvimento empresarial do país, ao fundar e presidir à Associação Empresarial de São Tomé e Príncipe.

Futuro deve salvaguardar desenvolvimento sustentável

Os novos projetos que possam surgir vão resultar do sucesso dos que estão atualmente a ser desenvolvidos pela HBD e terão em conta o interesse da própria ilha.

“Queremos ajudar ao processo de definição de regras para o desenvolvimento sustentável da Ilha do Príncipe. E um dos trabalhos mais desafiantes que vamos ter no futuro é, face ao sucesso que tem acontecido, ao crescimento e à maior atratividade do território, quer para visitantes, quer para investidores, trabalharmos com o governo no sentido de que seja mantida a visão que partilhamos, percebendo que este caminho do desenvolvimento sustentável demora muito tempo a concretizar-se  e qualquer recuo pode ter consequências drásticas”, alerta o administrador da HBD STP.

“Viemos para ficar, que queremos contribuir para a evolução do território . E o sucesso da evolução do território e das gentes que nele habitam é o nosso sucesso.  Só assim, com este sucesso conjunto e melhoria da qualidade de vida das populações, este projeto pode ser visto efetivamente como algo que dá um exemplo ao mundo”.

 

Nuno Madeira Rodrigues: “Projeto da HBD no Príncipe é um conjunto de mestrados em diferentes áreas”

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“Este projeto da HBD em São Tomé e Príncipe é uma escola, é um conjunto de mestrados em diferentes áreas, em que uma pessoa tem de evoluir muito rapidamente”, afirma o administrador do grupo que é, desde 2011, o maior investidor privado do país.

Nuno Madeira Rodrigues lembra que tudo começou com uma start-up com três trabalhadores e que, em 4 anos, passou a contar com 500 colaboradores. Além disso, aquele que era um projeto de desenvolvimento de uma pequena unidade hoteleira na Ilha do Príncipe, passou a algo que é impactante ao nível de todo o território, e que implica, na ilha, a reestruturação completa do turismo, urbanismo, da forma de viver da comunidade, da forma de pensar a agricultura, do apoio às infraestruturas.

“São tantas áreas diferentes que isto exige a criação de uma equipa que consiga dar resposta e a identificação de talentos que tenham não só a capacidade técnica, mas também a destreza mental de entender o território onde se integram e uma capacidade de constante diálogo com o território, para que este entenda que somos parceiros e não um mero investidor externo”.

Em termos de gestão, diz o responsável,  é um desafio constante. “Ao longo de um dia de trabalho, temos de abordar uma panóplia de situações  que não é tradicional em qualquer empresa. Se por norma um gestor tem de trabalhar questões financeiras, de recursos humanos,  de produção, distribuição e logística, neste projeto temos de trabalhar questões de hotelaria, agricultura, infraestruturas, construção, aviação, náuticas, de formação profissional, saúde, desporto, educação, rede de resíduos… E todas estas áreas podem convergir para que num mesmo dia tenhamos de tomar decisões relativas a cada uma”, salienta.

O desafio HBD

Nuno Madeira Rodrigues trabalhava já há muitos anos como advogado e o escritório onde estava era correspondente em Portugal do escritório a que o Mark Shuttleworth, fundador da HBD, normalmente recorria no Reino Unido. Assim, quando surgiu a hipótese de um projeto em São Tomé e Príncipe,  acabou por ficar, trabalhando diretamente com o sócio responsável, a acompanhar as fases iniciais do projeto.

“Quando chegamos a fevereiro de 2011, houve um impasse, em que HBD ainda não tinha conseguido de forma satisfatória fechar as suas negociações com o governo regional. No entanto, assim que o conseguisse iria assistir a um crescimento exponencial do projeto” lembra Nuno Madeira Rodrigues, que, reflexo do trabalho que desenvolveu durante quase um ano, foi convidado, em janeiro de 2011, a de forma permanente integrar a estrutura da empresa e, em particular, ser responsável pela orientação estratégica de todo o grupo e do projeto que estava a nascer.

O administrador nota que “não fosse por uma experiência de vida em algumas empresas no passado poderia ter sido muito mais complicada a transição da advocacia para a gestão, porque não foi só uma mudança de um escritório de advogados para uma empresa, foi também uma mudança do Direito para a Gestão, ainda que o Direito seja fundamental na Gestão e o inverso também”.

“Desde que comecei a minha carreira profissional, fazia-me muita confusão ver muitos dos meus colegas a discutirem negócios entre empresas, contratos internacionais, fusões e aquisições, com muito pouca percepção do que é que era um balanço, uma demonstração de resultados, regras de contabilidade, etc, sem terem capacidade de dar um aporte positivo. Eu sempre entendi que era importante um advogado qualificar-se o máximo possível para que o cliente sentisse que tinha um apoio integrado ao seu negócio, que o advogado sabia o que estava a falar quando eram discutidos este tipo de assuntos económicos. E sempre fiz questão de ter formação nestas áreas”

A  experiência que teve na Delloite, como consultor fiscal, com um forte envolvimento no mundo empresarial, também ajudou muito na adaptação às responsabilidades de gestão que eram já uma ambição, desde o início do seu percurso profissional.

“O contacto com a realidade das empresas deixou-me sempre esse interesse. As empresas são o fator produtivo, fazem mover a economia. Por  muito interessante que seja ser advogado, sempre achei que não passava de um consultor que dizia sempre aos outros o que fazer. Eu gosto de ver as coisas a acontecer  e participar diretamente nesse processo e, para isso, tem de se estar dentro das empresas. Foi, portanto,  com muito agrado que aceitei o convite da HBD e que correspondia a uma ambição que já tinha há mais de 10 anos, quando comecei a minha carreira profissional”.

Toda a preparação quer já tinha ajudou-o a resolver os desafios e a selecionar as melhores pessoas para ajudarem o grupo, mas não deixou de ser um choque, “um choque muito positivo”.

“Tem sido extraordinário trabalhar num projeto desta natureza, receber esta prenda, com uma disparidade de áreas de intervenção que forçam um crescimento pessoal e profissional muito grande, em apenas cinco anos, riquíssimos ao nível do conhecimento. O que eu hoje consegui captar a nível de trabalho financeiro, de engenharia, de arquitetura, de gestão florestal, etc. O ter aprendido tudo isto, ao longo deste período, é impagável”.

“E a somar a isto junta-se uma experiência de vida em dois continentes, em simultâneo. Entre Portugal e São Tomé e Príncipe tive de saber lidar, em permanência, com duas realidades distintas, que exigem diferentes abordagens, sendo preciso, entender a natureza do território e a sua cultura. Tem sido um esforço tremendo, mas uma experiência fantástica”, conclui.


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