Passaporte eletrónico arranca em Cabo Verde

Passaporte eletrónico arranca em Cabo Verde

Na primeira fase será dada prioridade a quem pede o passaporte pela primeira vez e a quem tem o documento caducado.

O processo de emissão de passaportes eletrónicos já arrancou em Cabo Verde, com cobertura quase total do território caboverdiano e postos a funcionar brevemente em Lisboa e Boston.

O primeiro-ministro José Maria Neves presidiu à cerimónia de início da emissão de passaportes, na sede da Direção de Estrangeiros e Fronteiras (DEF), na cidade da Praia,  assinalada  com a primeira recolha de dados biométricos de uma cidadã cabo-verdiana. Para o chefe do governo, o novo passaporte representa “um salto enorme” que pode “resolver os problemas de atribuição de documentos”.

O novo passaporte vem responder às recomendações de segurança dos documentos de viagem da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO),  com o processo de recolha de dados a decorrer de forma faseada, estando já operacional na grande maioria dos concelhos do país, e tendo sido já iniciado nas representações diplomáticas cabo-verdianas no estrangeiro.

O documento, que custará cerca de 50 euros, demorará numa primeira fase 30 dias a ser emitido, mas o objetivo passa por reduzir progressivamente o tempo de espera.

Também presente na cerimónia, a ministra da Administração Interna, Marisa Morais, considerou o início da emissão do passaporte eletrónico uma “importante etapa que culmina anos de trabalho” e que resultou na produção de um documento “de acordo com os padrões internacionais” ao nível da segurança e da credibilidade e “que facilita a mobilidade dos cabo-verdianos “.Assegurou também que o novo processo vem facilitar a emissão de passaportes na diáspora.