São Tomé e Príncipe e Portugal dividem mandato na liderança do Secretariado Executivo da CPLP

São Tomé e Príncipe e Portugal dividem mandato na liderança do Secretariado Executivo da CPLP

Artiggo Gratis CEO Lusofono
“A candidatura para os próximos anos será dividida em duas partes distintas. Nos primeiros dois anos será dada a oportunidade a São Tomé e depois será Portugal”, anuncio Hernâni Coelho, Ministrro dos Negócios Estrangeiros e de Cooperação de Timor-Leste, que exerce actualmente a presidência do Conselho de Ministros da CPLP

São Tomé e Príncipe vai liderar o Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) durante dois anos e Portugal assumirá os dois anos seguintes, dividindo assim um mandado de quatro anos. Esta foi a solução de consenso encontrada pelos  chefes da diplomacia dos Estados-Membros da organização, hoje reunidos na sede da CPLP.

“As decisões na CPLP são tomadas por consenso, essa é a regra de consenso. E foi muito fácil chegar a consenso”, salientou Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, numa declaração feita ao lado de Georges Chikoti, ministro das Relações Exteriores de Angola.

“A candidatura para os próximos anos será dividida em duas partes distintas. Nos primeiros dois anos será dada a oportunidade a São Tomé e depois será Portugal”, afirmou Hernâni Coelho, ministro timorense. O governante esclareceu ainda que a organização pretende “debruçar-se sobre os estatutos” nos próximos tempos de modo a encontrar o “mecanismo mais adequado” de escolha do Secretário Executivo.

“Tivemos em consideração os pontos principais, o historial da fundação da organização em si, a realidade da vivência, o objectivo da organização e a postura mais adequada nesse contexto, para podermos encontrar uma forma que respondesse à realidade e não ultrapassando ou violando os próprios estatutos”, acrescentou.

O governante timorense falava em conferência de imprensa no final da XIV reunião extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP, que decorreu hoje na sede da organização, em Lisboa. Na cimeira da organização, prevista para Julho em Brasília, deverá ser escolhido o sucessor do actual Secretário Executivo, o embaixador moçambicano Murade Murargy.

Aprovado relatório sobre Nova Visão Estratégica da CPLP

O Conselho de Ministros, reunido na sua XIV Sessão Extraordinária, aprovou o Relatório sobre a Nova Visão da CPLP e reiterou a importância da mesma “na afirmação da Organização na arena internacional, ao dotar Comunidade de uma posição comum que favoreça o alargamento das suas atividades, a valorização das suas potencialidades e uma participação, mais efetiva, da CPLP no processo de desenvolvimento dos Estados-membros, promovendo e defendendo os princípios e valores universais da democracia e dos direitos humanos no espaço da CPLP”.

O relatório sobre a “Nova Visão Estratégica da CPLP”  foi elaborado por um grupo de trabalho coordenado por Timor-Leste, que atualmente exerce a presidência da CPLP, propõe uma “reflexão aprofundada sobre os caminhos a serem trilhados a partir da terceira década” de existência da comunidade, tendo “em conta novos desafios”, provocados pelas “profundas alterações estruturais na cena mundial e nos contextos nacionais dos Estados membros”.

Outro ponto da agenda foi a análise da atual crise política na Guiné-Bissau, tendo sido decidido estender o mandato do Representante Especial da CPLP em Bissau, até 31 de julho de 2016.

Na cimeira da CPLP prevista para este verão, no Brasil, os chefes de Estado e de Governo dos nove países deverão aprovar a Nova Visão Estratégica.